Alunos de rede estadual pedem menos faltas de docentes e melhor estrutura, mostra Datafolha

Alunos pedem reforço de professores e melhor estrutura escolar

Educação

A garantia de um aprendizado eficiente e a presença constante de educadores em sala de aula estão entre os maiores anseios dos matriculados nas redes estaduais do Brasil. Um levantamento conduzido pelo Datafolha, a pedido do movimento Todos pela Educação, aponta que as melhorias pedagógicas e a redução de faltas dos docentes lideram as prioridades dos estudantes, somando 22% das menções, seguidas de perto pela necessidade de avanços na infraestrutura dos colégios, com 20%.

Carência de professores compromete rotina nas salas

A falta de profissionais é uma realidade sentida de forma direta: 64% dos estudantes afirmam que determinadas matérias ficam sem professor por certos períodos, enquanto 34% relatam ausências frequentes por parte dos educadores. Entre aqueles que avaliam a instituição onde estudam de maneira negativa, as queixas sobre o desfalque docente disparam para 83%.

O diretor de políticas públicas do Todos, Gabriel Corrêa, ressalta que o cotidiano em sala influencia diretamente o julgamento dos jovens. Chama muito atenção que, quando os jovens são perguntados sobre o que deveria ser uma prioridade ou que faz uma escola ser boa, a pesquisa aponta para as questões de aprendizado, diz.

Para Socorro Batista, presidente do Consed, assegurar a presença dos educadores é condição básica. Ela detalha as dificuldades enfrentadas pelo setor público: A carência de docentes tem causas estruturais, que afetam todo o país: perda de atratividade da carreira, menor procura pelos cursos de licenciatura, aposentadorias e falta de profissionais habilitados em determinadas disciplinas e regiões, diz.

Convivência interna e desafios de infraestrutura

Apesar dos obstáculos, 69% dos jovens classificam o próprio colégio como ótimo ou bom. Contudo, ao elencarem os principais contratempos da rotina escolar, a indisciplina dos colegas surge no topo das queixas (40%), acompanhada de casos de bullying e discriminação (33%)

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