É nesta madrugada! Chuva de meteoros do cometa Halley poderá ser vista em todo o Brasil

Chuva de meteoros do cometa Halley atinge o pico nesta madrugada no Brasil

Estilo de Vida

O ápice da atividade da chuva de meteoros do cometa Halley ocorre na noite desta quarta-feira (21) e na madrugada de quinta-feira (22 de outubro). O espetáculo astronômico poderá ser observado de qualquer ponto do território brasileiro a olho nu, sem a necessidade de telescópios ou instrumentos especiais, desde que as condições climáticas ofereçam tempo bom e céu aberto.

Batizada de Oriônidas, a chuva tem potencial para gerar 20 ou mais meteoros por hora sob condições ideais, de acordo com projeções da Organização Internacional de Meteoros (IMO). Os rastros luminosos no céu são gerados por detritos deixados pelo cometa Halley, que penetram na atmosfera terrestre em velocidade extrema.

O Observatório Nacional aponta que a segunda metade da madrugada reserva o período mais favorável para a observação, concentrando-se principalmente entre 1h40 e o amanhecer. “A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no Norte e Nordeste, onde ele sobe mais alto”, afirmou o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto EXOSS, parceiro do Observatório Nacional.

Onde direcionar o olhar

Os feixes luminosos aparentam originar-se na área da constelação de Órion, famosa pelas Três Marias. No Brasil, a recomendação é buscar um ponto descampado, com baixa interferência de luz artificial, direcionando a vista prioritariamente para os quadrantes nordeste e norte. Contudo, os riscos no céu podem surgir em diferentes direções.

Dicas para a observação

Para otimizar a experiência, é fundamental conceder um tempo para que a visão se adapte à penumbra. Os especialistas aconselham permanecer ao menos 20 minutos no local escolhido antes de iniciar a contagem dos meteoros.

A presença da Lua crescente pode representar um obstáculo sênior para a detecção dos rastros mais sutis. Consequentemente, as horas posteriores ao ocaso lunar proporcionam um cenário mais propício.

Origem do fenômeno

As Oriônidas materializam-se quando o planeta cruza uma zona espacial densa em detritos de poeira e gelo depositados pelo cometa Halley durante suas antigas órbitas. Tais fragmentos penetram na atmosfera da Terra alcançando velocidades de até 66 quilômetros por segundo, resultando nos traços luminosos comumente chamados de estrelas cadentes.

O icônico cometa Halley completa sua órbita nas proximidades terrestres em um intervalo aproximado de 75 a 76 anos. A aparição anterior ocorreu em 1986, enquanto a próxima aproximação está agendada para 2061.

Apesar disso, os detritos deixados em seu rastro geram a chuva de meteoros anualmente. Em 2026, as Oriônidas seguem ativas até o dia 7 de novembro, embora a concentração máxima de corpos celestes ocorra justamente durante o pico atual.

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