Placa que homenageia o Clube da Esquina é depredada em Minas Gerais

Placa do Clube da Esquina é alvo de vandalismo em Belo Horizonte

Entretenimento

Uma placa dedicada ao Clube da Esquina, movimento musical originado em Belo Horizonte e fundamental para a MPB, foi supostamente depredada no bairro Santa Tereza, situado na zona leste da capital mineira.

Nesta sexta-feira (23), o Coletivo Alvorada emitiu uma nota de repúdio por meio do Instagram, denunciando o uso de tinta vermelha no marco situado no cruzamento entre as ruas Divinópolis e Paraisópolis, além de exigir ações imediatas da gestão pública.

No posicionamento oficial, o grupo definiu o ato como uma ofensa ao patrimônio cultural mineiro, cobrando que a Prefeitura de Belo Horizonte e as autoridades competentes investiguem o caso, recuperem a placa e implementem salvaguardas para o local:

“A esquina mais famosa do Brasil amanheched manchada de vermelho. A esquina do Clube da Esquina, na Rua Divinópolis com Paraisópolis, em Santa Tereza BH. Onde Milton, Lô, Beto, Toninho, Márcio, Marilton e muito outros começaram a sonhar o Brasil que a ditadura tentava calar. Onde nasceu um dos movimentos musicais mais importantes e mais bonitos da história desse país.

Amanheceu depredada. Pichada com tinta vermelha que escorre como sangue sobre as placas que contam nossa história. Isso não é ‘vandalismo’. Isso é falta de respeito com Minas, com a música brasileira, com a arte, com a memória.”

Um marco ligado à história do Clube da Esquina

As origens do Clube da Esquina datam dos anos 1960, período em que artistas e compositores jovens formaram laços de amizade e colaboração artística na capital de Minas Gerais. O grupo conta com figuras proeminentes como Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso e Fernando Brant.

O estilo musical concebido pelo coletivo incorporou elementos da Bossa Nova, do Jazz, do Rock e de variadas vertentes da música nacional e estrangeira. Essa fusão alcançou notoriedade nacional com a chegada do disco Clube da Esquina, lançado em 1972 em parceria por Milton Nascimento e Lô Borges, seguido por Clube da Esquina 2 no ano de 1978.

Atualmente, o monumento em Santa Tereza serve como ponto de atração para fãs do grupo e turistas fascinados pelo legado musical belo-horizontino, consolidando-se como símbolo de uma herança artística que transcendeu os limites estaduais.

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