'Viva o equilíbrio fiscal', publica governador do PI cotado para Fazenda na gestão Lula 4

Governador do Piauí defende equilíbrio fiscal em meio a cotação

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O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cotado para assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo Lula (PT), fez uma defesa enfática do equilíbrio fiscal nesta segunda-feira (2) ao confirmar a permanência do secretário da Fazenda do estado em sua próxima gestão.

“Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”, publicou nas redes. Na postagem, ele celebrou os indicadores econômicos piauienses e expressou gratidão ao secretário Emílio Joaquim de Oliveira Júnior.

“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, completou.

A movimentação ocorre em meio a uma disputa interna no PT pela pasta da Fazenda. Fonteles enfrentou críticas de aliados do próprio partido que enxergam na preferência do mercado financeiro por seu nome o risco de cortes drásticos nos gastos públicos.

Em entrevista, Fonteles destacou que Lula conduzirá uma administração ousada voltada para o bem-estar social, mantendo a responsabilidade com as contas. “Ele vai navegar nesses dois campos, conciliar essas duas agendas, mas jamais vai abrir mão dos ganhos sociais a cada ano”, disse.

De acordo com o governador, as promessas feitas na reta final da campanha estão alinhadas ao arcabouço fiscal, cabendo ao presidente reeleito divulgar o pacote econômico do novo mandato no momento oportuno.

O debate sobre a profundidade do ajuste fiscal gerou divisões na administração federal, visto que o chefe do Executivo reluta em endossar ações mais severas que possam ser interpretadas como quebra de promessas de campanha. Embora exista acordo na equipe sobre a busca pela meta fiscal, faltam consensos quanto às estratégias adicionais. Na esfera estadual, Fonteles implementou uma diretriz fiscal com validade de dez anos para limitar a expansão dos gastos locais, espelhando a diretriz federal após enfrentar um aumento no déficit primário.

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